
Núcleo de moinhos de água recuperados no rio Ponsul, a jusante da barragem de Penha Garcia.
A desertificação e o despovoamento do interior são um facto indubitável. Progrediu na proporcionalidade inversa com que se degradou a actividade agrícola, cuja mola real, vítima de pasmo, não deu mais sinais de reacção e ficou sujeita ao cerco da UE, rendida ao sistema de subsídios para não morrer de asfixia.
Mas o futuro, que também passa por aqui, nem todos os dias se apresenta de ar sisudo. Os que conseguirem arrancar-lhe um sorriso, por certo irão ver as suas vidas recomporem-se de tantos e sucessivos tombos e, como não há bem que nunca acabe nem mal sempre dure, (prefiro dizer assim) da desertificação também surgem oportunidades.
À semelhança do sucedido com as nossas aldeias históricas (as Idanhenses), a aposta no turismo de ar livre parece estar a dar uma nova vivacidade a estes pequenos aglomerados populacionais, onde só o relógio da torre parece não ter deixado de acompanhar o ritmo do tempo.
Aproveitando alguns recur- sos com que a natureza graciosamente obsequiou estes locais, a partir desta realidade, gera-se riqueza em benefício desta zona, garantindo melhor qualidade de vida a muito boa gente jovem.
Mas o futuro, que também passa por aqui, nem todos os dias se apresenta de ar sisudo. Os que conseguirem arrancar-lhe um sorriso, por certo irão ver as suas vidas recomporem-se de tantos e sucessivos tombos e, como não há bem que nunca acabe nem mal sempre dure, (prefiro dizer assim) da desertificação também surgem oportunidades.
À semelhança do sucedido com as nossas aldeias históricas (as Idanhenses), a aposta no turismo de ar livre parece estar a dar uma nova vivacidade a estes pequenos aglomerados populacionais, onde só o relógio da torre parece não ter deixado de acompanhar o ritmo do tempo.

Aproveitando alguns recur- sos com que a natureza graciosamente obsequiou estes locais, a partir desta realidade, gera-se riqueza em benefício desta zona, garantindo melhor qualidade de vida a muito boa gente jovem.
Escarpa quatzítica em Penha Garcia
A prová-lo, está a iniciativa em boa hora tomada pela Naturtejo, empresa intermunicipal integrada por 6 municípios, que se revelou um sucesso.
A apresentação da candidatura de um território que ocupa uma área de 4500 quilómetros quadrados, distribuída pelos municípios aderentes pela qual estão dispersos 16 monumentos naturais (Geossítios - vê-los aqui), foi coroada de êxito no Verão de 2006, ao ser classificada pela UNESCO como "Geoparque da Meseta Meridional".
A apresentação da candidatura de um território que ocupa uma área de 4500 quilómetros quadrados, distribuída pelos municípios aderentes pela qual estão dispersos 16 monumentos naturais (Geossítios - vê-los aqui), foi coroada de êxito no Verão de 2006, ao ser classificada pela UNESCO como "Geoparque da Meseta Meridional".
Para esta empresa, na voz do seu presidente, «o Geoparque Naturtejo é a galinha dos ovos de ouro para os municípios abrangidos.»
E com toda a razão!
Eu, que mantenho sempre algum cepticismo relativamente ao que mexe com esta região, reconheço que este projecto tem pernas para andar. E digo reconheço, não por conhecimento de causa, mas pelo que por aqui se vai observando.
E com toda a razão!
Eu, que mantenho sempre algum cepticismo relativamente ao que mexe com esta região, reconheço que este projecto tem pernas para andar. E digo reconheço, não por conhecimento de causa, mas pelo que por aqui se vai observando.

Penha Garcia - Trilobites, rasto de seres marinhos extintos há 250 milhões de anos.
Se hoje pareço ser incoerente com o que disse no post anterior, a realidade é que, neste caso, o investimento privado (criação de infra-estruturas para alojamento e lazer), supera o público (recuperação e manutenção dos locais a visitar) sinal de que as previsões de sucesso foram bem medidas.
A classificação atribuída desencadeou o designado Turismo de Natureza no Centro de Portugal e, pelo seu interesse, justificado com a organização de Rotas pedestres (vê-las aqui) e visitas a monumentos naturais, e outros eventos relacionados, já começou a atrair à região da "Raia Perdida" um grande número de turistas que põem a bulir actividades tradicionais que pareciam adormecidas.
Aqui estou apenas a referir-me ao que constato nas aldeias vizinhas que rodeiam Toulões, todas do concelho de Idanha-a-Nova: (ver Mapa aqui)
Penha-Garcia (Rota dos Fósseis - Parque Iconológico onde as formações rochosas guardam fósseis de seres pré-históricos, Rota do Contrabando e Moinhos do Ponsul), sobre a qual reportam estas fotos, Monsanto (Inselberg Granítico) e Salvaterra do Extremo, Segura e Rosmaninhal (Rota dos Abutres na área protegida do Tejo Internacional) Monfortinho (Rota do Contrabando) sem esquecer algumas que, não sendo abrangidas por este programa, merecem a honra de uma visita.
É o caso de Idanha-a-Velha, aldeia histórica amplamente divulgada por albergar um património histórico de inestimável valor, Medelim (aldeia dos balcões) e Prença-a-Velha (Núcleo Museológico do Azeite) onde um programa cultural com organização da iniciativa da Proençal - Liga de Desenvolvimento de Proença-a-Velha - faz periodicamente reviver as tradições que marcaram a vida dos mais antigos.

Para quem aprecie, tudo isto é vivamente recomendável.
Perder-se também quer dizer deslumbrar-se, mas perder-se e não se achar é deslumbrar-se perdidamente.
Com tanta coisa bonita que há por aqui, nestas férias perca-se por cá. Vale a pena visitar toda esta região de gente aberta e verdadeira.
E se por estas terras vos perderdes e não vos achardes é porque estais em TOULÕES. Não foi bafejada por nenhuma das maravilhas atrás citadas, mas garanto-vos que há muita hospitalidade e simpatia para distribuir.
Aqui, "uma côdea de centeio nunca se negou a quem cá veio, mesmo sabendo que "para o diacho que o amassou, nem uma côdea sobejou".


