quarta-feira, março 4

3-2009: Vaca-Galhana 2009 (o filme)


Como vos dei conta no post anterior, e aqui, este ano o Entrudo dos Toulões foi um arcaz de surpresas. Uma delas, como o demonstra o filme que ilustra este texto, foi a Vaca-Galhana que saiu à rua decorridas que foram mais de 4 décadas sobre a sua queda no esquecimento.
No ano passado, pela mão do Tchico Nacinzo, este animal endiabrado ainda fez uma tentativa de correr-a-manilha pelas ruas do povo. Pena foi que o tempo, temendo ser escorneado no anticiclone, ou levar com alguma tchapeireda alostrada com rabo da dita na superfície frontal, tratou de fazer apelo ao que a meteorologia tem de mais desagradável e, com alguma precipitação, inviabilizou o desenrolar do acontecimento.
Mesmo assim, constrangida, ainda deu um ar da sua graça entre muros na sala de convívio do Centro de Dia, fazendo, o seu ressurgimento, destapar a caixinha das memórias aos mais velhos.

Este minuto de imagens, pacífica recriação surgida espontaneamente à margem do cortejo, é um pequeno exemplo de como era e de como agia a Vaca-Galhana até ao início dos anos 60, altura em que este tradicional costume foi abandonado.
Tivesse sido a sério e nenhuma das pessoas que assiste ao evoluir deste insólito costume estaria a salvo de ser molestado por esta esquelética figura encorpada pelo ti Antónho Faca, que já não tem propriamente o fulgor dos jovens que a manobravam antigamente, nem esta demonstração tem o mesmo propósito que tinha naquele tempo.
Este ano foi assim, para o ano logo veremos.

quinta-feira, fevereiro 26

2- 2009: O Carnaval dos Toulões (crónica)


Adeus Entrudo, viva o Carnaval.
Apesar de se dizer que Entrudo e Carnaval são uma mesmíssima coisa, tenho por mim que, por este recanto da Raia Perdida, o Entrudo sempre manteve alguma distância em relação ao Carnaval. Embora ambos sejam sinónimo de folguedo, de comportamento provocador, de excessiva falta de respeito, Carnaval era coisa que piava fino, coisa mais palaciana.
O Entrudo não: beirão dos sete costados, bruto do quinto dos infernos
, chocalheiro, trogalheiro, era mais terra-a-terra, mais intimista, mais do povo.

Sempre viveu paredes-meias com o Entrudo do lado e juntos… o Entrudo era o Diabo.
Nunca destapava a cara. Cobria-a com um reposteiro velho, um farrapo azado ou um pano de renda surripiado ao bocal de um asado onde cumpria a função de o enfeitar e proteger o copo e o telhador das cagadelas desses dípteros domésticos, exímias máquinas voadoras que dão pelo nome de moscas, quase tão aborrecidas quanto o Entrudo.
Enquanto fazia a ronda pelas ruas, às vezes de casa em casa, atentando meio mundo com as suas tropelias e as mais diversas manifestações de escárnio, o Entrudo defendia-se de todas as investidas assovinadas pela calhandrice, na tentativa de não se deixar desmascarar. Pois era o anonimato, às vezes difícil de manter, que transmitia ao acontecimento um certo clima ritualista.
Em tempos idos, este personagem exercia na canalha um fascínio que inspirava tanto a curiosidade da descoberta (saber quem se escondia por detrás daquela carantonha), como o medo associado à possibilidade de dar de caras com um dos seres sobrenaturais que povoavam a sua imaginação, alimentada por histórias contadas pelos mais velhos ao serão, às vezes verdadeiras lições com que se iniciavam os garotos na formação da maturidade e no ganho de afoitesa.
Este ano, decididamente, o Entrudo dos Toulões deixou cair a carantonha. Contudo, se na forma de se expandir tende para uma colagem a algum modernismo importado que não trás nenhuma mais valia, vindo apenas espicaçar o vírus do consumismo que também já contaminou às aldeias, o espírito no seio das famílias manteve-se fiel ao tradicional.
A prová-lo está o cortejo que no Domingo Gordo percorreu as ruas do povo, realizado após um bom almoço em que não faltou a tradicional bexida dos ossos e o arroz doce que dantes era servido numa travessa, com muita canela, e se comia de barranhão.
Como já uma vez aqui referi, foi um daqueles acontecimentos com os quais somos apanhados de surpresa quando cá chegamos, desprevenidos, apenas para retemperar.
Numa tentativa de dar animação à aldeia, a Junta de Freguesia em boa hora se lembrou de organizar um concurso de Carnaval, com prémios e tudo, apesar das limitações inerentes à falta de meios. Tocou a mobilizar, inscrições feitas e foi levado a cabo um corso carnavalesco à semelhança do que se vai fazendo noutras terras. Mesmo um pouco contra o que se previa, a adesão foi massiva e a imaginação dos farsantes não podia ser mais profícua.
Este facto confirma as tradições das aldeias como um elemento aglutinador e impulsionador da coesão entre os seus habitantes, tanto dos residentes como dos que vivem fora, muitos deles, por lá, mortinhos por matar saudades da família e dos amigos.
Com três carros alegóricos, dois deles bem representativos da etnografia local, onde não faltou a brejeirice que caracteriza estes eventos e um terceiro, marcado pela originalidade de ser um carneiro a puxar uma "carroça".
Também um sem número de foliões de todas as idades, mais ou menos vanguardistas, todos de cara destapada, deram corpo ao desfile. Até o Bata, vejam só, teve as aldrácias de transformar aquele belo exemplar de Labrador que lhe guarda o quintal num andrajoso manequim da casa Chanel e correr as ruas com ele pela trela.
A lembrar o Entrudo à moda antiga, também não faltou a emblemática Vaca-Galhana (vê-la também aqui) que desta vez, sem a fugacidade do manobrador (o Tónho Faca já deve andar nos setentas), passou mansa e sem deixar, na calçada, o rasto perfumado da sua passagem.
Pelo que se comentava, foi um acontecimento sem precedentes apesar de algumas memórias ainda darem fé de um famoso cortejo realizado no início dos anos 80 sob a temática do contrabando.
Consta que as ruas se encheram de burros carregados com sacos de palha a fazerem as vezes das cargas do café, perseguidos pelos Carabineiros espanhóis com os seus característicos "chapéus em folha-de-flandres", substituídos por caldeirinhas de lata e penicos de esmalte do mais fino talhe e também pela Guarda Fiscal que marcou presença trajada a rigor, com a habitual farda de cotim e umas reluzentes polainas confeccionadas com a melhor cortiça virgem que se produz no nosso montado.
Foi uma paródia em redor de assunto sério que marcou uma época, quando o recurso ao comércio ilícito de produtos entre os dois lados da fronteira, sempre vigiada pelas autoridades, era um meio de sobrevivência para muitas famílias.
Um dos "quadros" que mais marcou quem assistiu ao Entrudo desse ano, e porque a jocosidade é do que mais resiste à limpeza da memória, foi a imitação do ti Felizardo e do Chico Calibranca. Esta dupla de contrabandistas, pai e filho, que nunca levou uma carga de café para Espanha sem ser às costas, tinha uma particularidade contada por quem acompanhava com eles.
O Chico, com ligeiro atraso de intelecto que não lhe permitia assimilar uma réstia de educação, não conseguia conter uns frequentes, e às vezes denunciadores, ataques de flatulência de que era acometido durante as caminhadas pela calada da noite com a carga às costas, não guardando assim o respeito devido ao seu progenitor.
Como no Carnaval ninguém leva a mal e que no Intrudo vale tudo (menos tchincar olhos, como dizia o ti Lavacolhos) a coisa compôs-se.
Pegando neste "rabo-de-palha" (salvo seja), dois Entrudos galhofeiros desse ano vestiram a pele do ti Felizardo e do filho. Este, servindo-se de um dispositivo que imitia uns bem sonoros flatos, não se livrava do ralhête do pai:
- "Um-rais-ta-caia Tchico, atão adonde é q’está o respêto. Ah mê javardo, atão tu peidas-te assim… à mnha frente… sem mai nem menos."
E durante todo o percurso, lá lhe vai o pai arriando umas valentes cartchantadas no Chico, para o tornar mais comedido com o uso da artilharia.

Mas este ano foi diferente: maior participação, alguma organização (a coisa não foi espontânea), mais condizente com a realidade actual e com algumas partidas valentes às quais também não escapei.
Lá me pregaram a partida de, à última da hora, como mandam as regras carnavalescas em que o improviso é o melhor conselheiro, ser integrado no júri e ter de repartir a injustiça que foi definir uma ordem de classificação dos participantes inscritos, para a atribuição dos prémios.
A verdade é que, independentemente dessa ordem final, apesar da crise deprimente que se faz sentir e com a Europa a considerar-nos um país de taciturnos, como diz o meu amigo Fortunato no seu Lusonews, o Carnaval dos Toulões deixou o povo feliz.

terça-feira, agosto 5

14-2008: TOULÕES EM IMAGENS

De regresso após esta prolongada ausência, sem nenhum escrito para editar, deixo aqui uma serie de fotos de Toulões que, de certo modo, ilustram um pouco de como era, e como é ainda, a aldeia.

Esta imagens ficam à inteira disposição de quem as quiser copiar, incluindo o autor do site da Câmara de Idanha-a-Nova, que poderá daqui retirar uma que substitua a que lá ilustra a freguesia de Toulões.
UM ABRAÇO A TODOS E ESPERO QUE DISFRUTEM.
Igreja matriz, construída em 1953 e intervencionada em finais dos anos 70 para acrescento da torre, a fim de albergar o relógio.

Panorâmica da aldeia, com a serra da Morracha em fundo, vista de um campo de tremocilha.

Rua da igreja do adro para cima.
A casa em primeiro plano está à venda. os ineressados podem clicar e cima da foto para ver o contacto. Juro que não tenho comissão e, mais que provável, o dono nem sequer sabe deste anúncio grátis.

Rua da Igreja a Sul da dita

Largo da "Gabine"



Sobreiro com um "braço" decepado por uma peste.

Casa com painel de ajulejo com motivo característico do Bordado de Castelo Branco



Sede da junta de freguesia com uma arquitectura a romper com o modelo tradicional.

Sede da Junta (tardoz)

Janela com guarnição em "cantaria"

Portal de entrada da Quinta do Moscão
(por aqui sai todos os anos um dos melhores nectares de Baco)

"Cancelão" amarelo no Vale de Junco

Se uma das regras da economia na construção é utilizar materiais da região, esta parede é um bom exemplo. Nela foi utilizada pedra de xisto, gorrão, cantaria e até caliça aptroveitada da abertura de um poço.

Esta pasteleira é quase um ex-libris a fazer juz ao dono.

Memórias do lagar do Vale das Vacas

Outras memórias de uma casa de habitação. Com os paus onde se punham as varas do fumeiro, o louceiro, o descanso do candeeiro, a "bureca" dos arrumos, o moirão e a pilheira e no lugar do lume esterlicam as foniscas de uma moita de erva bravia.
Casa antiga, quase com 100 anos, de fachada recuperada com esmero. Numa ombreira nota-se o efeito do tremor de terra de 1964 (por aí) que causou grande susto a uma grande parte da população toulonense.







Rua no Carriçal

Poço de onde brota um bem robusto salgueiro, reflectindo bem o completo abandono a que estão votados os campos.


E pronto... outra corrida outra viagem!

domingo, junho 1

13-2008: Dia Mundial da Criança

Este quadro foi pintado por uma "criança" de 75 anos, no âmbito do programa de ocupação de jovens e menos jovens das aldeias do concelho de Idanha-a-Nova promovido pela Biblioteca Viver Mais Idanha.
Digo criança por essas pessoas terem voltado aos "bancos da escola", algumas se calhar pela primeira vez, com uma vontade férrea de alargar horizontes para lá do que é visivel do cimo do talefe, empinado no alto da Serra da Morracha.
Para todas foi o primeiro contacto com a informática, com os livros coloridos (não sabendo ler, vêem os bonecos) e com as artes decorativas, bem diferentes das rendas e bordados em que algumas são exímias no manejar da agulha.
Desse primeiro contacto com a pintura (ressalvando as inúmeras caiadelas dadas à fronte da casa em vésperas de festa) resultou este naïf, genuino, executado por uma das "alunas", quase podendo ser definido pela prosa poética de Almada Negreiros, assim:

A FLOR

Pede-se a uma criança: - desenha uma flor!
Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala, onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras: umas mais carregadas, outras mais leves: umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu. Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: - uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça à procura das linhas com que se faz uma flor e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas – são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!

domingo, maio 18

12-2008: Beco sem saída


Já nada é como dantes
Foram-se os reis e os infantes
Não há meninas, nem soldados
Não há bestas, nem arados

Casas sobrevivem desertas
E por portas entreabertas
Passa o tempo ao abandono
Numas inquilino, noutras dono
Salvam-se os velhos e as memórias
Os velhos mais as velhas glórias
Há histórias de dias sem nada
Histórias de noites sem madrugada

Histórias de espigas por ceifar
Histórias de contas por contar
Gente que não conta, canta à vida
Canta ao futuro... num beco sem saída

Toulões, Maio 2008

segunda-feira, abril 28

10-2008:Rua dos Toulões

RUA DOS TOULÕES
(Aldeia de João Pires - Penamacor)
O post de hoje é especialmente dirigido aos Toulonenses que às vezes por cá se perdem.

Diz quem sabe que um topónimo, para além de constituir um referencial para cada lugar, possui também um significado de grande importância para as gentes desse lugar.
Tal como uma alcunha, quando assenta, acompanha uma vida até ao seu termo, quantas vezes ramificando na árvore genealógica de geração em geração, tendo tido na sua origem uma razão de ser, também o topónimo perpetua no tempo um valor inerente a acontecimentos marcantes da vida social e cultural de um povo.
Em Toulões, nome que parece ter brotado da mesma nascente que fornece água à ribeira da Toula, a atribuição de topónimos não foge à regra.
Cada barroca, cada cabeço, cada chão, etc., está identificado por um nome, às vezes sabe-se lá com que significado, mas sempre a simbolizar uma homenagem a algo ou alguém que ficou ligado à razão pela qual foi baptizado esse lugar.
O mesmo acontece com as ruas do povo, as quais, desde a formação deste aglomerado urbano, foram nomeadas, geralmente relacionando-as com a peculiaridade de um morador ou com uma qualquer singularidade que caísse no goto da população, ficando apenas gravado na mente de cada um.
E ninguém lhe trocava o nome.
A título de exemplo, vá-se lá saber por que razão o
Terreiro das Baraças (largo que hoje perdeu o nome), situado na confluência das agora ruas da Senhora das Cabeças e do Café Novo, não poderia ser o Terreiro da ti Pilheta ou do ti Sabiel (Xavier), o Terreiro do ti Canilhas (ferreiro), ou mesmo o Terreiro do do ti Margaça, ou o Terreiro de outros ainda, todos tão legítimos moradores no largo como a família Baraças.
Já no pós 25 de Abril (aí por 1979), com a chegada de uma mais moderna forma de distribuição do correio, porta a porta, houve a necessidade de atribuir número de polícia a cada uma as casas e identificar as ruas atribuindo-lhes um nome.
Neste ponto custa-me aceitar o facto de (e a constatação não é só minha) nenhum Toulonense ter merecido a honra de ter sido evocada a sua memória numa lápide marmórea à entrada de uma rua.
Dizendo mais, apenas 4 pessoas tiveram essa honra: três santos e um rei.
Santo António e Nossa Senhora das Cabeças, padroeiros da aldeia, e ainda São José, patrono dos carpinteiros e por dois venerado: pelo ti Tchica que lhe fez o andor com madeira tirada do pinho mais nobre que se criou na Morracha e pelo velho Beirão (o velho Tchuço, tão atentado pelos garotos) que lhe ofereceu um bordão de marmeleiro, descascado, e desempenado, ao lume e posto a secar num depinduradouro fixo na parede da oficina.
Afirmava ele no dia da ofrenda: "há de lhe florescer um botão de gagula na ponta".
Ao rei D. João IV, foi-lhe concedida essa homenagem, não pelo feito de nos ter libertado dos espanhóis (talvez hoje esteja arrependido) mas porque, segundo consta, doou algumas terras do termo às gentes de Toulões. Foi uma forma de recompensar um bravo soldado, filho deste lugarejo de pastores pendente das faldas da Morracha, por ter dado umas jeiras a ajudar na restauração da soberania do país.
Mas como a história também é feita de deduções, às vezes pouco sustentadas, por mim, diria que Independência por independência, para Toulões foi mais importante a promovida pelo Eng. Borges de Almeida, forasteiro mas proprietário nesta terra, que em 1951 conseguiu convencer autoridades civis e eclesiásticas a conceder ao lugar o título de freguesia, rompendo a forçada ligação umbilical que a ligava à Paróquia da Zebreira, tantas vezes motivo de desavenças.
Também a Principal, que deu nome à Rua, não é mais importante que a Dona Carolina, ou que o ti Zé Magro, que, com a sua influência, proporcionaram a tantos toulonenses a franquia das portas para um melhor futuro com um emprego em Lisboa; ou que o Capitão Geraldes a quem, em parte, se deve a atempada vinda da luz eléctrica e, não fora a revolução de Abril que interrompeu a obra ainda na fase de terraplanagem, também a estrada para a Granja que encurtou o caminho para a sede de concelho, terminada há dez ou doze anos, lhe seria devida.
De referir que o nome uma quinta pessoa, o Dr. Francisco Baptista, na qualidade de Presidente da edilidade Idanhense, teve direito, há cerca de meia dúzia de anos, a figurar numa placa, apadrinhando o "Largo da Cabine" que não tinha nome oficialmente atribuído.
Se de acordo com a Lei em vigor, compete também às juntas de freguesia a responsabilidade de apresentar propostas às Comissões de Toponímia das Câmaras Municipais para dar nomes de às Ruas, Largos, etc., penso que a mesma competência poderão ter para os alterar.
Se assim for, deixo aqui a sugestão de renomear algumas ruas de Toulões, atribuindo-lhes nomes de insignes beneméritos desta povoação.
Poderia começar-se pela Rua do Chanesco. Não este que está aqui a escrever para nenhures, mas qualquer um dos que com as suas tchanesquices fez algo de merecedor para poder figurar nos anais da história dos Toulões.
Um grande abraço a Todos