Rosas d’ albardeira *(Paeonia
broteri)
Esta belíssima flor, que alguns classificam de ornamental, desejada como planta de jardim, é, na verdade, muito melindrosa e pouco dada a
manipulações e transladações para fora do seu habitat predilecto. Talvez por esta
razão a sua sobrevivência se encontre ameaçada.
Se em tempos idos, antes da capitulação da agricultura
tradicional que deixou os terrenos por amanhar, a criar mofedo daninho, e das
alterações climáticas (principalmente as secas agressivas) destruidoras do
ecossistema do montado, eclodia espontaneamente sob o folhado que coalhava debaixo
de cada azinheiro. Por aqui, hoje apenas se pode encontrar na Morracha em lugar
restrito e de bem difícil acesso.
A sua efémera floração ocorre na Primavera em período das festividades
por cá celebradas (Senhora do Almortão, Senhora das Cabeças, São Domingos), o
que fazia desta flor invulgar uma planta de quase culto, respeitosamente
colhida para decorar os andores dos santos protectores ou enfeirar os arcos das
carroças, engalanadas por ocasiões de ida do povo às romarias.
Nota: As fotografias que constituem este slide show foram
tiradas em períodos diferentes durante a floração da Rosa-albardeira nos anos
de 2012, 2013 e 2014.
* As características científicas da Rosa Albardeira (Paeonia broteri) podem se
vistas aqui (http://pt.wikipedia.org/wiki/Paeonia_broteri)


