terça-feira, novembro 11
domingo, julho 27
DITOS & DITADOS - Quadra
Silveira no Ribeiro de Cunha (ao Raposo) - 2013
O Rosmaninhal se queixa
De não ter moças formosas
Vinde à aldeia de Toulões
Onde até as silvas dão rosas
(Popular de Idanha-a-Nova - adaptado)
segunda-feira, julho 7
Memórias curtas 17 - Cantadores dos Toulões
Em Toulões, no tempo em que a dureza da jorna de trabalho era atenuada ao fim de cada dia com catares à desgarrada, protagonizados por homens com veia poética e voz de trovão, como eram o ti Zé Louro, ti Manuel da Cruz, Ti Tomás Sapateiro, entre outros, esse cantares, acompanhados a copos de meio quartilho, ajudavam a "botar" a crise para trás das costas (e se ela era severa à época) e a encarar o dia a dia com ânimo.
Os versos que se seguem fazem parte da memória dos fàdistas dos Toulões.
Dos Toulões os seus fàdistas
P’ra ser cantador
do fado
Têm fama em toda a parte
No fado são uns artistas
Pois cantar fado é uma arte
E cantá-lo com ardor
Basta ter golas de
galo
E sabê-lo todo de cor
Cantar fado à desgarrada
Não tem nada que
saber
É pedir vinho à canada
E cantar depois do boer
Toca lá ó Bertlameu
Essa guitarra de
pau-santo
Mostra lá, como
faço eu
Que o fado é um
encanto
Tenho um burro munto
esperto
Mai esperto ca um fàdista
Canta melhor qu’ o
Adeberto
Toca harmónio com’o João
Crista
O Mné da Cruz assentou
praça
E canta o fado lá na
caserna
À viola está uma cabaça
E à guitarra uma
lanterna
Cala-te ó espanta perdizes
Que no fado tu não cabes
Tu não sabes o que dizes
E do que dizes nada sabes
À cantador dum ladrão
Que alças a perna a cantar
Pareces às vezes um cão
A alçar a perna p’ra mijar
À cantador cavalgadura
Pensas tu que me ganhaste
Toma lá as ferraduras
Dos coices que me atiraste
Cantadores desse teu fado
Já estou eu farto de ver
Muitos me têm ladrado
Nenhum me chegou a morder
À porta do Tónho Beleza
Há duas pedras de cantaria
Numa assenta-se a tristeza
E na outra a alegria
quinta-feira, junho 26
“TÓLÔNJS”
Uma peça de teatro sobre Toulões com gente de Toulões
Sinopse (http://ajidanha.com/projecto-de-teatro-em-touloes/)
Sinopse (http://ajidanha.com/projecto-de-teatro-em-touloes/)
Tólônjs, rebusca histórias, tradições e vivências da aldeia
beirã dos Toulões.
A dramaturgia deste espectáculo, é construída mediante o
contributo do elenco do espectáculo, constituído por Toulonenses, contributos
esses, que nos transportam para a vivência de algumas das histórias desta
típica aldeia beirã… as caganitas da Velha Ginja, no correio da Zebreira vem
uma missiva do Vaticano para o Ti João Castelhano, o sempre divertido Ti Nico
na Tasca da Ti Magra, os lobos que circundam a aldeia e após muito procurar, encontramos
finalmente o Ti Salgueiro.
Esta produção da Ajidanha tem dramaturgia de Rui Pinheiro,
encenação de Bruno Esteves e Rui Pinheiro e interpretações de Elvira Moreira, Maria
Hermínia Jacinto, Maria Monteiro, Maria Moreira da Cruz, Maria Rola Xavier e
Piedade Manteigas.
Nota: Com a Elvira e a Maria Moreira a
contas com mazelas, apenas as outras quatro puderam
estar presentes.
Foi
ontem levada ao palco do auditório do Centro Cultural Raiano uma peça de teatro sobre Toulões, interpretada por mulheres naturais desta
freguesia do concelho de Idanha. Estreado a 31 de Maio último no “salão” do Centro de Dia, para toda a população da aldeia e por esta muito aplaudido e enaltecido, é um espectáculo simples, com momentos de boa
disposição, muito bem encenado, muito bem interpretado e que superou largamente
todas as expectativas.
E
de que maneira!
Quando
no início do ano se soube em Toulões que um grupo de mulheres iniciara os
ensaios para a representação de uma inusitada peça de teatro, poucos "afuturavam" qualquer
coisa de jeito, dada a total inexperiência nestas lides por parte destas mulheres com
pouca instrução, com a agravante de o guião nem sequer estar ainda definido.
Mas com a ajuda do milagreiro João Castelhano, do farrombão Nico e de outras figuras marcantes na história dos Toulões, cujas peripécias vieram à tona da memória destas actrizes de circunstância, deram azo a que a Ajidanha, através de Rui Pinheiro e da sua equipa de cenografia, conseguisse por em cena um espectáculo que dignifica a acção de todos os intervenientes.
Mas com a ajuda do milagreiro João Castelhano, do farrombão Nico e de outras figuras marcantes na história dos Toulões, cujas peripécias vieram à tona da memória destas actrizes de circunstância, deram azo a que a Ajidanha, através de Rui Pinheiro e da sua equipa de cenografia, conseguisse por em cena um espectáculo que dignifica a acção de todos os intervenientes.
A
Ajidanha, Associação de Juventude de Idanha-a-Nova, com grandes pergaminhos na
produção teatral (ver aqui e aqui) e com vocação para levar cultura às
populações do concelho, também como forma de atenuar o isolamento que grassa nas zonas
do interior, merece, de facto, o aplauso de todos.
segunda-feira, junho 2
ROSA D' ALBARDEIRA
Rosas d’ albardeira *(Paeonia
broteri)
Esta belíssima flor, que alguns classificam de ornamental, desejada como planta de jardim, é, na verdade, muito melindrosa e pouco dada a
manipulações e transladações para fora do seu habitat predilecto. Talvez por esta
razão a sua sobrevivência se encontre ameaçada.
Se em tempos idos, antes da capitulação da agricultura
tradicional que deixou os terrenos por amanhar, a criar mofedo daninho, e das
alterações climáticas (principalmente as secas agressivas) destruidoras do
ecossistema do montado, eclodia espontaneamente sob o folhado que coalhava debaixo
de cada azinheiro. Por aqui, hoje apenas se pode encontrar na Morracha em lugar
restrito e de bem difícil acesso.
A sua efémera floração ocorre na Primavera em período das festividades
por cá celebradas (Senhora do Almortão, Senhora das Cabeças, São Domingos), o
que fazia desta flor invulgar uma planta de quase culto, respeitosamente
colhida para decorar os andores dos santos protectores ou enfeirar os arcos das
carroças, engalanadas por ocasiões de ida do povo às romarias.
Nota: As fotografias que constituem este slide show foram
tiradas em períodos diferentes durante a floração da Rosa-albardeira nos anos
de 2012, 2013 e 2014.
* As características científicas da Rosa Albardeira (Paeonia broteri) podem se
vistas aqui (http://pt.wikipedia.org/wiki/Paeonia_broteri)
quarta-feira, abril 16
terça-feira, dezembro 24
BOAS FESTAS
Um Feliz Natal a todos os que, apesar da manifesta falta de sinais de vida neste espaço, continuam a vir aqui à procura de novas.
terça-feira, setembro 24
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