A 1ª FESTA DA ROSA ALBARDEIRA EM TOULÕES
VISTA PELA "BEIRA BAIXA TV"
O Madeiro, tal como manda a tradição em Toulões e em todas as localidades, tanto do concelho de Idanha como dos concelhos limítrofes, já está no adro desde o dia 8 de Dezembro. Acamado e composto, à espera da noite da consoada para aquecer o ambiente natalício, está pronto para ser apichado com o mesmo entusiasmo com que a canalha se atiçava a ele nas vésperas do Natal.À semelhança destes últimos anos, no dia em tempos ansiosamente esperado pelos mancebos, a quem competia arrancá-lo, fazendo-o com o maior dos regozijos, foi trazido do montado pela junta de freguesia. Esperado à entrada do povo pela população, em cortejo alegórico foi acompanhado pelas ruas até local da queima.
A origem deste evento perde-se no tempo. Já em 1885, Teófilo Braga, no seu livro «O Povo Português nos Seus Costumes, Crenças e Tradições», o descrevia assim:
«Na noute de Natal, na Idanha-a-Nova, é costume queimar-se o Cêpo, como na Covilhã e em Trás-os-Montes: "Três semanas antes, ou um mês, da noite de 24 de Dezembro, vão ao campo buscar o madeiro, que para este fim se acha já cortado, sendo quase sempre escolhido para elle uma das árvores mais corpulentas. Se o carro quebra, ou os bois cansam, vão outros buscá-lo, e por último conseguem trazê-lo com acompanhamento de chulas e descantes até ao sítio em que deve ser queimado, e onde o descarregam, saudando-o nessa ocasião com um prolongado vito! Deste modo deitam mais dois ou três nos adros de diferentes igrejas. Chegada a véspera do Natal, logo ao cerrar da noite lhes largam o fogo, e depois começam a malhar neles para ver quem tira a maior lasca, e cada uma que se despede é de novo festejada com um vito! por quantos se acham presentes. ...»