
É verdade, o trabalho mata
Mata a fome, mata o tédio
Mata. Dá saúde e mata
Mas trabalhar, que remédio
Sorte a de quem trabalha
A de quem a horas come
Sorte é ter uma navalha
E com ela matar a fome
Na casa onde tudo ralha
Por não ter que manducar
Sempre que o trabalho falha
Quando se a fome quer matar
Para que serve uma navalha
Se não há pão que anavalhar
Toulões, Setembro de 2009
5 comentários:
Poderá cortar prá sopa
A galega, bela couve:
Levada do lume à boca
Não há deus que a não louve!
Um abraço e obrigada por me ter feito rir com a ironia deste seu soneto.
Chanesco,
Acabei de dar conta do teu regresso, e pelos vistos atrasada.
Mas volto logo, logo para te ler...
Por agora... um beijo
Mas será que quem trabuca
O pão ele vai manducar?
Vai-se-lha vida na luta
Forças nem tem p'ra ralhar.
«Vezinho» Chanesco : Gostei do soneto e daquilo que ele transmite!!!
«vesitas »
Xquina
Grande poeta é o Povo!
E, as mais das vezes, com lições de vida bem instiladas nos respectivos versos!
Abraço amigo
António
Ainda vamos tendo pão para anavalhar. Também ainda vamos tendo que ralhar. Haja trabalho que nos mate.
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